Quanto custa desenvolver um site ?

Quanto custa desenvolver um site ?

Recebo regularmente uma questão de clientes que querem saber “Quanto custa desenvolver um site?”.

É o mesmo que perguntar quantos metros de fio tem um novelo de lã usado. Não existe uma resposta a preto e branco.

Trabalho no digital desde 1995 e já produzi sites de todos os preços e feitios. E até hoje não consegui responder a esta questão.

Vou explicar porque é quase impossível dizer previamente quanto custa desenvolver um site.

 

1. Website design e desenvolvimento devem ser vistos como um serviço e não como um produto.

É difícil assumir a ideia de que um site não é uma peça de mercadoria.

Os sites são algo que alguém, muitas vezes vários profissionais, têm que compôr. Analisar um site como um serviço irá ajudar a entender melhor por que um preço fixo não é simples de dar – construir um site ocupa tempo e obriga a um esforço contínuo.

 

2. Construir um site envolve um nível complexo de planeamento.

O detalhe é parte integrante do desenvolvimento da Web – e isso afeta muito os preços. Por exemplo: você pode querer um recurso no seu site para que os utilizadores façam upload de uma imagem. Há 50 perguntas que lhe posso fazer, e com base nas suas respostas, podemos implementar a funcionalidade numa hora ou em mais de 100 horas.

Posso perguntar-lhe: Qual o limite de tamanho das imagens a carregar? Quantos e que formatos de arquivo serão suportados? A imagem poderá ser enquadrada ou recortada? A lista continua…

Uma determinada funcionalidade a implementar pode ser resolvida numa hora ou em 100 dependendo da complexidade que se lhe exigir.

Por isso o início do projecto e a elaboração de um briefing o mais exacto possível é de enorme importância. O planeamento é crucial. Costumo dizer que quanto mais exaustivo fôr o briefing, mais barato o site fica.

 

3. Os orçamentos são muito subjectivos

Construir um site pode ser realizado de centenas de maneiras diferentes. Não acredita em mim? Se fôr para o mercado pedir um orçamento eu garanto, pedindo apenas a 3 empresas que vai receber 3 orçamentos completamente díspares. Já houve clientes que nos disseram que receberam cotações para o mesmo site entre os 1.500 e os 5.000 euros para o mesmo conjunto de requisitos. Como é que isso é possível? Mas é.

 

4. A definição de sucesso de um site, pode variar de pessoa para pessoa.

O sector de desenvolvimento da Web está cheio de opiniões, e ninguém está certo ou errado. Por exemplo, um designer pode pensar que um ótimo site deve parecer uma peça de arte, enquanto um programador pode achar que é melhor se o site foi criado usando o melhor e mais recente código construindo tudo a partir do zero. Um comerciante pode-se orgulhar se o seu site fôr simples, direto, com SEO otimizado, enquanto outro pode entender o sucesso de um site pela quantidade de funcionalidades implementadas.

O verdadeiro sucesso de um site mede-se com os objetivos de negócio alcançados, não com o que está nele ou como é feito. Se uma simples landing page converter 100% dos contactos que fizer, para quê complicar ?

 

5. Existe mais do que uma forma de produzir um site

Existem varias linguagens no mercado. Um site pode ser produzido recorrendo a diferentes linguagens e tecnologias desde o html, cms’s, java script, templates, php, sql, mysql, dot.net … até pode fazer em Word e exportar para html. Atingirá os seus objectivos ? Depende de quais são.

De qualquer modo não é a linguagem em que se desenvolve que está em questão. O que está em questão é que todas elas são diferentes e têm tempos de execução diferentes o que faz com que umas soluções sejam mais baratas do que outras. Um programador purista dirá que o que está correcto é fazer código à mão. Pergunto eu: e quem é que paga essa enormidade de horas quando existem já muitos blocos de código feitos que se podem adaptar e integrar?? Ou quando existem CMS’s como o WordPress em que o back office já vem feito de raiz ??

Mas o custo também está interligado com os objectivos a atingir. As funcionalidades a implementar podem ser determinantes na linguagem a escolher. Nem todas as tecnologias são solução para todos os problemas.

 

6. E o mais importante: o conteúdo

E o mais importante de tudo ficou para o fim: o conteúdo.

Hoje em dia um site é a mais importante ferramenta de venda das empresas. O site institucional é um mito. Os sites são para, de uma maneira ou de outra, vender. A conversa de “preciso de um site muito simples para os meus clientes” não existe. Se tem um site é para ser bem feito porque tudo o resto é queimar dinheiro.

Por isso o conteúdo tem vindo a tomar uma importância cada vez maior. Um bom copy, boas imagens bem tratadas em pós-produção, bom vídeo, ficheiros anexos em PDF com qualidade e bem paginados, são os elementos que o consumidor procura e é esse conteúdo que se tem que dar.

Para além disso há que juntar uma campanha de marketing digital, ou no mínimo, aplicar SEO ao site para criar leads. Mais custos que podem fazer variar bastante o custo final do site.

Hoje em dia é o consumidor que procura a informação e ela tem que estar disponível para ele aceder. Dependendo dos objectivos do site e da quantidade de informação a disponibilizar, assim os custos serão menores ou maiores.

Por isso, com tantas variáveis em jogo, é muito difícil dizer que um site vai custar x ou y antes de uma análise exaustiva dos objectivos e das funcionalidades a implementar. E quem lhe disser isso, está a mentir. Deverá antes colocar outra questão que é: “Quanto é que eu tenho disponível para investir num site?”

ricardosalesgomes

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